sexta-feira, setembro 29, 2006

tributo

como eu não tenho absolutamente nada a dizer ultimamente (por isso é melhor ficar calado), vou colocar uma figura em lembrança aos trágicos ataques de 11 de setembro.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Baixando o nível

Às vezes você acha que tem uma situação sob controle, mas de repente um evento aparentemente insignificante te perturba de uma maneira tal, que sua vontade é mandar o indivíduo paputaqueopariu. No trabalho que faço hoje, sinto que estou sendo muito mal aproveitado, ou seja, poderia estar desenvolvendo um trabalho bem maior se me colocassem numa posição que permitisse isso (já coloquei isso na mesa com o chefe para tentar ser resolvido, mas não rolou). O foda disso tudo é que você começa a se sentir um idiota, que está perdendo o seu tempo, que só tem filho da puta à sua volta, e isso destrói sua performance. Já pensei em chutar o balde e mandar essa porra pro inferno, mas fiz todo um trabalho psicológico para ficar mais tranqüilo e consegui me segurar. Mas, como disse, de vez em quando, a situação explode. E é quando você menos espera, por um motivo que você nem imaginava. Neste caso, foi o chefe que talvez não tenha nem percebido o tamanho da estupidez que cometeu ao pedir um trabalho ridículo. Porra! Você tá falando pro cara que o seu trabalho está te desmotivando e o cara piora a situação, falando pra eu fazer um negócio imbecil que ele mesmo resolveria se fosse um pouquinho mais interessado. É como se o cara falasse: “foda-se que você tem competência para fazer mais, eu quero isso aqui.”. Tem gente que pode ficar feliz porque está confortável, fazendo seu trabalhinho rotineiro. Eu ODEIO! Quero desenvolver coisas novas, e não ficar preso no meu mundinho. Pra piorar, o trabalho show de bola que você fez e rendeu uma bela grana para a empresa, não teve nem um mísero “parabéns”, “mandou bem”, “ducaralho!”, ou coisa do tipo. Nem mesmo um : “ainda tá uma merda, você pode fazer melhor”, porque ainda que seja uma porrada, mostra que ele está te observando e sabe o que você consegue fazer. Não que eu queira o ser o cara que só escolhe os trabalhos mais legais, que não posso descer do meu pedestal (até porque não estou em um) para fazer coisas simples. Muito pelo contrário, já tive que botar muito a mão na massa mesmo, mas nessas situações eu estava com um desafio muito bom pela frente, e o conjunto de tarefas mais do que recompensava. O que estou querendo dizer é que para mim é motivo de mais stress um trabalho que não me desafie do que um que desafie muito. Já tive situações de ter que matar um leão por dia, ter que fazer planos mirabolantes para conseguir resolver uma situação. Trabalhava com muito mais intensidade e por mais horas do que hoje, que não preciso me desdobrar para fazer as coisas funcionarem. Mas o stress está bem maior, porque de vez em quando bate aquela sensação de “e o que eu estou agregando para mim?”. Hoje em dia, não estou acrescentando porra nenhuma à minha bagagem pessoal. E pra completar, nunca vi um lugar tão cheio de gente burra! Você não entender alguma coisa é natural, mas você não entender uma coisa simples por meses seguidos para mim é burrice! Não quero dizer que sou o cara mais inteligente, o cara que ensinou a teoria da relatividade ao Einstein, mas existem alguns limites para você tolerar. Para mim, estes limites não são lá muito baixos, eu detesto ter que trabalhar com pessoas muito limitadas. Te fazem perder muito tempo e você muitas vezes não tem muito o que fazer, simplesmente porque colocaram essa pessoa no lugar errado, ou no momento errado. Qualquer que seja o motivo, tem hora que você precisa se segurar pra não mandar o indivíduo tomar no cu*. E o pior é que você ainda fica com fama de grosso!
Se você acha que estou exagerando, escolha uma atividade fácil e de preferência, chata. Tem que ser algo que não agregue nada para você, que você não se divirta. Escolheu? Fique fazendo repetidamente. Encheu o saco? Já? Faz mais um pouco, continua. Agora coloca alguém do seu lado fazendo perguntas óbvias e cretinas. Pronto! Você montou um modelo em escala reduzida do que posso chamar de “dia de trabalho”.
Também não pergunte porque ainda não chutei o balde. A vida não é videogame pra ficar apertando o botão de reset quando alguma coisa não deu certo. Aí é que tem que ter maturidade, saber agüentar (se precisar, use um blog pra desabafar!) e procurar uma saída pé no chão, pensando as conseqüências da decisão. Bom, pelo menos quando se trata da vida profissional. Porque tem hora na vida que dá pra mandar tudo pro alto, e é bom demais!

* apesar da afirmação de pessoas de que o cu delas tem acento, ortograficamente não tem, não. Oxítonas terminadas em I e U não tem acento, a não ser as precedidas por vogais, onde o acento passa a ser necessário.

terça-feira, setembro 19, 2006

kháos

Bem, eu não falo de política. Não gosto e ando tão desanimada com o que vejo nos jornais que não me dou ao trabalho de perder meu precioso tempo e gastar meus neurônios com isso. Podem me chamar do que quiser: alienada, despreocupada ou qualquer outra coisa que o valha. Prefiro continuar deixando a mente correr solta na hora de compor algum texto. É bem verdade que nem sempre consigo, mas tento!
Andamos, como de costume, sonhando com os dias que virão. Nada muito certo ou forte, só queremos algumas mudanças que encham de ânimo nossas vidas!
Sem entrar em detalhes andamos, todos, numa fase meio estranha: namoros que andam meio capengas, família que nos preocupam, dias parados demais...
Sempre vivemos com a esperança de que dias melhores virão, e eu acredito nisso mas às vezes isso parece uma coisa muito distante. Terminamos sempre jogando nossos desejos ao vento pra ver se alguém no cosmos ouve e entra em comunhão com o universo, fazendo com que tudo aconteça como queremos.
Temos sim vontades e lutamos por elas mas é mais fácil ter paciência quando se é criança e tem-se a impressão que realmente todo o tempo do mundo nos pertence.
Costumo dizer que quando escrevo como agora, jogando um milhão de palavras no papel sem muita ordem no texto, é sinal que o caos está se instalando em minha cabeça...
Ontem mesmo disse a um amigo que o caos de vez em quando é bom, ajuda a ordenar as coisas.
Primeiro você tem a bagunça completa e em razão disso você vai organizando tudo e pondo cada coisa no seu devido lugar, com calma, observando cada movimento e procurando o lugar certo pra encaixar cada pecinha perdida... Temos algumas baixas no processo mas nada sério demais.
O mesmo acontece aqui dentro, nessa massa cinzenta que carrego...
Tá tudo desorganizado, talvez pela tensão que passamos nos últimos dias e por conta da bagunça que agora temos que arrumar, talvez pelas tensões do dia-a-dia, talvez porque agora Plutão seja um planeta-anão...
Mas é pra isso que estamos nessa vida juntos e somos amigos antes de qualquer outra coisa. Pra um ajudar o outro. E para que o caos se instale e depois ceda espaço pra ordenar o "nosso" universo.


Etimologia:
lat. chàos,i 'caos, confusão, mistura confusa dos elementos; os infernos; escuridão, trevas; o caos a que tudo será reduzido, o fim do mundo', este do gr. kháos,eos ou ous 'caos; imensidade do espaço; fig. tempo ilimitado'; f.hist. 1572 Chaos
Cosmologia:
suposto estado de mistura e irregularidade dos elementos no espaço, antes de se separarem e ordenarem para formar o Universo

sexta-feira, setembro 15, 2006

Eleições

Quando iniciamos este blog, pensei em evitar assuntos políticos. Mas não resisti.
Decidi fazer o que todo cidadão um pouco mais esclarecido deveria fazer, e consegui os programas de governo dos candidatos a presidente. Ainda não os li por completo, mas em breve poderei até falar alguma bobagem sobre a eleição, mas será uma bobagem muito mais embasada!
Escolhi dois programas – Lula e Alckmin. Não me dei ao trabalho de buscar o da Heloísa Helena por um comentário dela em uma entrevista: “Programa do Partido é uma coisa, programa de governo é outra”. Para mim, ou você acredita em alguma coisa ou não. Se o partido viu que seus ideais para o país não servem para governar, deveriam mudar seus conceitos como um todo, e não apenas caso eles mudem de oposição para situação (aliás, este conceito de oposição e situação no Brasil é simplesmente ridícula).
Voltemos aos programas dos dois candidatos. Fiz uma rápida passagem pelo conteúdo do PT e notei que não há números. Me pareceu mais uma carta de intenções. Ora, vindo de um candidato que está tentando a reeleição, minha expectativa era de um conteúdo recheado, demonstrando não só o planejamento inicial, mas um detalhamento mais rico.
Nesse meio tempo, vi o resultado de uma pesquisa, que indica que o candidato do PSDB lidera por ampla margem a intenção de votos das pessoas de famílias que ganham mais de 10 salários mínimos / mês. É claro, pensei, afinal estas pessoas tiveram condições de buscar uma educação mais completa, por isso podem ter uma opinião mais embasada, ao compararem os programas de governo, e o do Alckmin era muito melhor e mais completo. Bem, foi isso o que pensei. Mas o programa dele sofre do mesmo problema. Não há informações sobre como pretende atingir os objetivos, apenas uma linha-mestra. E neste primeiro momento, não vi muita diferença nos dois. Espero que isso mude quando estudá-los melhor, porque neste momento, a única coisa que posso concluir é o óbvio: o brasileiro não sabe votar (gostaria de ver uma pesquisa que verificasse a quantidade de pessoas que decidiram seu voto baseando-se na leitura dos planos de governo, que com certeza só ajudaria a fortalecer esta opinião). É por este motivo que acho muito hipócrita quando políticos dizem que o julgamento deles será nas urnas. Mas o ponto não é este.
A camada mais pobre da população prefere o Lula porque ele vem do mesmo berço que eles, e por isso ele os entende melhor. Discordo. Para mim, este é um pensamento simplista e preconceituoso. Fazendo uma comparação absurda, seria o mesmo que dizer que pessoas pobres não poderiam ser assaltadas, pois os assaltantes também são pobres e entendem estas pessoas. Como disse, é simplista e preconceituoso. Pode-se falar também do Bolsa-Família em defesa de Lula. É um programa excelente, mas sozinho ele “escraviza” a população. Sem condições de evoluir por termos um sistema educacional medíocre, as pessoas ficam dependentes deste dinheiro. Neste ponto, concordo plenamente com o Cristovam Buarque, o Brasil precisa de uma revolução na educação. Prova de que o sistema é incompleto pode ser vista na pesquisa do IBGE que demonstra que mesmo com a elevação de renda geral do país, a disparidade entre ricos e pobres não diminuiu.
Já os que preferem o Alckmin o fazem porque não viram melhoras significativas em suas vidas na gestão do PT, mesmo pagando mais impostos do que nunca. Mas estes também desconhecem as idéias do candidato.
Minha intenção não é dizer quem acho melhor para o cargo. Primeiramente, vou ler o plano de governo de cada um. Não é o material que esperava, mas é o que temos de mais completo para entender o que cada um deles pretende. Temos aqui somente a constatação de que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer até atingir a maturidade em relação a escolha de seus representantes.

Vai entender...

Bom, depois de dois posts "bacaninhas", aqui vai um mais dentro da rotina dos escritores do blog. Quer dizer, não muito da rotina, porque o feriado foi bem atípico. Começou bem atribulado, mas terminou bem. Então porque raios essa sensação esquisita que me pegou a semana inteira? Difícil explicar, mas me pareceu uma energia muito negativa me incomodando o tempo todo (minha mãe acredita demais nesse negócio de energia, eu não levava muita fé, mas acho que preciso rever um pouco meus conceitos).
A segunda-feira começou bem, mas quando estava perto de sair do trabalho, comecei a ficar muito tenso, sem nenhum motivo aparente. Não relaxei mais. E olha que tentei bastante. Literalmente me arrebentei nos treinos a semana toda (saldo: algumas escoriações pelo corpo, virilha machucada, mesmo nível de tensão). Artes marciais costumam ajudar bastante a reduzir o stress, mas meu "inimigo" não se intimidou.
Lembra do filme "À espera de um milagre"? Quando o cara "suga" tudo o que o outro tem de ruim? Pode ter acontecido algo parecido. Tivemos uma situação bastante tensa entre o nosso pessoal, e talvez eu tenha absorvido isso (infelizmente, não resolveu o problema que estava acontecendo, como no filme). Só que o personagem abria a boca, e o mal ia embora. Pelo jeito, não tive o mesmo sucesso.
Apesar da semana ruim, a expectativa em relação ao fim de semana é muito boa. Juntar o pessoal e dar boas risadas tende a ser o melhor remédio. Se tentar eliminar a tensão não funcionou, o negócio é pender a balança para o lado bom e esquecer isso.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Combustível

Lembro que há um tempo atrás (o Minduim vai dizer que deve ter sido há MUITO tempo atrás!) num bate papo numa padaria, com alguns amigos, veio a pergunta: "como você consegue, completamente sóbrio, numa balada, chegar numa mulher e jogar um xaveco (ôrra, meu, é o próprio paulista! Balada, xaveco...) numa boa?". A resposta veio de bate pronto: "é fácil, eu vou lá e falo alguma bobagem, ela dá uma risada, e pronto". Mas a verdade é simples. Normalmente o cara chega na balada, se entrega aos prazeres de Baco, diz que é para ganhar coragem, e aí vai para a guerra. Sem problemas, tem situações que dá um frio na barriga mesmo. Só que o pessoal confunde um pouco. O combustível não é o álcool. O combustível é aquela mulher que você olhou e te chamou a atenção. Tanto faz o que te atrai, mas o motivo é ela. Só ela. A cerveja, ou aquela “milagrosa” dose de vodka devem funcionar como aquela injeção de gasolina que motor a álcool tinha antigamente. Só tem que servir para ajudar o motor a pegar, e depois, pé na estrada. Disse que o pessoal confunde porque acaba usando tanto essa função que depois começa a pensar que o carro não pega mais se não fizer isso.
Também não tenho a intenção de ser aquele chato que fica falando para não beber. De jeito nenhum. Meus anos de feliz convivência alcoólica não me permitem isso. Na verdade, estou defendendo a marvada. Calma que eu explico melhor. Naquele momento, o que interessa é ganhar a mulher. Ou seja, seu foco é esse. É isso que deve te acender. Não a bebida. Até porque, invariavelmente, o cara que usa esse recurso joga a culpa na coitada se leva um fora. Sabe como é, bebi demais, só falei bobagem. E lá vai a pobre da dose ser incriminada. Ou melhor, das doses. Mas o principal é você perceber que: não, você não fica mais inteligente ao beber. Também não fica mais bonito. Seja você e pronto. Ou quando você está namorando você vive embriagado para agradar sua namorada? Agora, se você é extremamente chato e não consegue divertir uma mulher, seu problema é outro. E não vai ser o álcool que vai te salvar.
Mas se seu objetivo naquele momento for realmente aproveitar dos prazeres resultantes do processo de fermentação (ou destilação), não precisa se culpar. Já é outro assunto. Pede para o garçom descer outra rodada. E me chama!

E se tivéssemos só mais 5 minutos?

É, isso mesmo, e se de repente, aparecesse o Todo Poderoso edissesse: "espero que você tenha aproveitado, porque estes são seus últimos cinco minutos por aqui". Nessa hora você teria duas opções: chegar a conclusão que valeu a pena, e partir feliz, ou então negociar um prazo mais esticado, sabe como é, tanta coisa para fazer ainda...
Sem querer parecer catástrófico, vai que esse momento chega logo? Honestamente, me parece bem difícil acreditar que todo mundo possa escolher a primeira resposta sem nenhuma lembrança de alguma coisa que vai ter que deixar para trás. Não que me julgue um exemplo de alguém que possa fazer isso, muito pelo contrário. O fato é que a todo momento deixamos de fazer alguma coisa que realmente temos vontade para nos dedicarmos a algo que é importante para os outros. Novamente, antes que seja visto como uma pessoa muito egoísta, explico. Importante para os outros, no caso, pode ser para a empresa onde trabalhamos, para pessoas que não vão dar importância para esse esforço, para quem não merece nossa dedicação...
A verdade é que na maior parte do tempo temos medo. Medo de mudar, medo de fazer diferente, medo de se arrepender depois. É, muitas vezes, pensamos "não devia ter feito isso, ou pelo menos deveria ter feito de uma maneira diferente". Mas sem tentar, como saberemos?Sábia frase do grande Veríssimo: "foda adiada é foda perdida". Mas o fundamental nisso é perceber que não se trata apenas de sexo. Beijo adiado é beijo perdido. Viagem adiada é viagem perdida. Bate papo com os amigos adiado é bate papo perdido. E podemos usar isso para qualquer coisa. O trabalho já não te deixa satisfeito? Busque outra opção. Ok, dinheiro é importante, mas só vale a pena se você acordar feliz porque vai realizar algo que julga importante, e não porque precisa daquela grana no fim do mês. O namoro esfriou? Saia da falsa zona de conforto e procure alguém com quem você possa ser mais feliz. Nada de continuar porque está acostumado com aquela pessoa. Pode doer no começo, mas vai doer mais se você ficar adiando. Se você olha para sua namorada e não fica mais com aquela vontade de agarrá-la sem se importar com quem esteja por perto, ou não dá mais aquele monte de risadas que vocês davam quando estavam ainda naquela fase mais "grudenta", problemas à vista. É claro que os relacionamentos se acalmam com o tempo, mas porque ajudar ainda mais e deixar morno de uma vez? Seus amigos te chamaram para um happy hour e você diz que não, tanta coisa para arrumar em casa... melhor pensar de novo, porque esses amigos podem ser transferidos no trabalho, se mudarem para uma cidade de nome impronunciável, e você vai continuar com o monte de coisas para ajeitar em casa. Mas sem o bom humor da turma.
Está certo, é clichê, todo mundo já sabe disso, mas é impressionante que continuamos no nosso ritmo lento, sem buscarmos ser realmente felizes. E ainda não foi dada a opção de apertarmos um botão de rewind e voltar para fazer direito, como realmente gostaríamos de ter feito. E, sejamos sinceros, esse mágico botão nunca vai existir. Mas pelo menos podemos apertar o stop e mudar para o filme certo.